A síndrome femoro patelar, síndrome da dor anterior do joelho, alguns autores também a chamam de condromalacia patelar todos sinônimos de uma condição onde o paciente refere uma dor anterior no joelho,

Macroscopicamente temos uma lesão (amolecimento) da cartilagem na articulação entre o Fêmur e a Patela, esta cartilagem é a mais espessa do corpo humano cerca de 7 mm de espessura devido as forças de cisalhamento desta articulação serem muito grandes.

A causa é multifatorial podendo ter causas extrínsecas (trauma direto, atividades que solicitem por muito tempo a flexão do joelho, esportes como ciclismo, e etc.) ou intrínsecas (atrofia muscular, encurtamentos musculares, displasia da tróclea, valgo ou varo de joelho

e tornozelo, alteração constitucional do colágeno, e etc.)

O tratamento conservador é o primeiro a ser eleito na maioria dos casos dependendo do grau de acometimento da cartilagem.

O mais importante na reabilitação da síndrome femoro patelar é a informação e o entendimento da biomecânica da disfunção, uma vez que a cartilagem articular não se recupera (cicatriza) devido a sua avascularização sanguínea, quem nutre a cartilagem é o liquido sinovial contido dentro da articulação.

O tratamento conservador é longo (por volta de três meses) para se ter uma condição normal, mas a satisfação do resultado para um longo período vai depender do entendimento da patologia como dito anteriormente e o cumprimento das mudanças no estilo de vida do paciente.

O paciente tem que ter em mente que toda movimentação que exige flexão duradora do joelho e movimentos de flexo-extensão do mesmo vão perpetuar a dor ou aumentar a área de lesão.

Exemplos como: a distância entre o assento do automóvel e o acelerador pode ser um fator irritacional para a cartilagem. Outros exemplos ainda como a altura do assento do escritório, pedalar com o banco da bicicleta muito baixo, executar atividade ajoelhados (domésticas), angulação errada nos treinos de perna em academias, e etc.

Explanar um protocolo de reabilitação para esta disfunção não tem muita lógica antes de se conhecer realmente a causa da dor, o que é listado abaixo é um protocolo generalizado e é passível de muitas altarações.

Somente um profissional qualificado é capaz de avaliar tal condição.

Tratamento Conservador

Localizar o local da lesão osteocondral para proteger o ângulo de trabalho na cinesioterapia.

Exercícios passivos beneficiam as lesões de cartilagens.

1ª Fase

  • Repouso;
  • Recursos eletroterapêuticos (Ultra son, Laser, TENS e etc..);
  • Alongamentos da musculatura envolvida (Quadríceps, Isquiostibiais, tensor da fascia lata, adutores do Quadril e etc..);
  • Alongamento miofascial do retináculo lateral da patela;
  • Fortalecimento isométrico de Quadríceps;
  • Fortalecimento isotônico de glúteo médio;
  • Crioterapia 20 minutos 4 vezes ao dia.

 

2ª Fase

  • Alongamentos – intensificados;
  • Aquecimento – bicicleta ergométrica livre (Banco Alto);
  • Fortalecimento:

Exercícios isotônico somente em ângulos de 0 a 30o , com cadeia cinética fechada.

Mini agachamentos, (0 a 30o), com eletro estimulação do vmo;

Elástico: extensão final (0 a 30o) e abdução;

Extensão com rotação externa do joelho,(0 a 30o) com eletroestimulação do vmo.

Tibial posterior..

  • Retorno nas atividades físicas moderadas.
  • Crioterapia 20 minutos 4 vezes ao dia.