Para quem passou pela cirurgia de ligamento cruzado anterior do joelho, tão importante quanto a operação é a recuperação, fortalecimento e o cuidado no retorno ao esporte

O que você está disposto a fazer para manter a integridade do seu joelho, depois de passar pela cirurgia de LCA (ligamento cruzado anterior)?

Um estudo desenvolvido por uma equipe do Hospital Universitário de Oslo, na Noruega, acompanhou 106 indivíduos que reconstruíram seus ligamentos cruzados anteriores, para ver quem de fato resolveu o problema (e como). Depois de dois anos, 26 pessoas voltaram a se machucar. Comparando com quem estava bem, os pesquisadores notaram que havia fatores determinantes para afastar as pessoas de um novo problema: tempo de reabilitação, o esporte praticado e o fortalecimento muscular.

Invista na sua recuperação
A reabilitação do ligamento cruzado anterior leva de seis meses a nove meses, em média. Para esportes de contato como o futebol, por exemplo, pode-se levar de nove meses a um ano. A dedicação, disciplina e responsabilidade na reabilitação pós-operatória (na fisioterapia) são determinantes para que seja atingido um bom resultado. Quer números? Cada mês dedicado à recuperação diminui em até 51% o risco de um novo problema.

Fortalecimento muscular
Essencial para a estabilidade muscular, os exercícios de fortalecimento ajudam a manter a sua estabilidade. Claro que, para que um trabalho muscular seja satisfatório, no treino deve se exigir mais da articulação. Por isso, vá com calma e prestando a atenção nas angulações excessivas das articulações. Números? Cerca de 40% das pessoas que não fazem um trabalho de fortalecimento se lesionam de novo. Entre os que fazem, o número cai para 5,6%.

O retorno
Claro que você não vê a hora de retomar sua rotina esportiva. Mas o retorno pleno ao esporte deve ser gradual, após melhoria do condicionamento físico e sob supervisão. Para se proteger, fique atento a movimentos bruscos, de rotação e saltos.

Sempre em movimento, Eliete Santos, uma corredora, reverteu uma indicação de cirurgia do joelho com uma segunda consulta. E, feliz, contou o que aconteceu nas redes sociais

Eliete Santos, uma bancária de 43 anos, estava fazendo o que gosta: correr. Empolgada, completou três meias-maratonas num curto período de tempo. Depois da terceira, a Meia do Rio, ela começou a sentir dores no joelho. Aí, veio a paulada (pelo menos foi o que ela sentiu): depois de uma ressonância, um diagnóstico de condromalácia que a deixaria fora do asfalto. Talvez, para sempre. Ela recebeu a bomba (ou melhor, a indicação de cirurgia), nenhuma orientação sobre o que estava acontecendo e (muito menos) alguma previsão de que depois da operação ficaria bem.

O mundo caiu. As dúvidas pós-consulta: “O que eu tenho? Não vou poder correr mais? Milhões de perguntas e sentimentos na cabeça de uma corredora, sem respostas”, conta Eliete. Ela teria de fazer artroscopia e ficaria parada. E isso não garantiria a volta às corridas. “Sai do consultório arrasada, assustada e pilhada. Estava sem dormir, só chorava e pensava que não poderia mais correr”, diz a corredora. Um amigo sugeriu uma consulta no Genua. Daí por diante, tudo mudou.

“Passei em consulta com o Dr. Carlos Frutos. As dúvidas foram sumindo com as explicações dele de que a condromalácia é comum entre as mulheres, de que o tratamento poderia ser feito com fortalecimento e medicação, diminuição de treinos e provas. E que, depois disso, poderia correr até uma maratona!”, recorda. “Hoje, a condromalácia (um diagnóstico fatídico num primeiro momento) não me preocupa mais. Sinto pouca dor depois de correr e sei que o fortalecimento está em primeiro lugar”, completa Eliete. Algumas das palavras dela no Instagram:
#genuainstitutodojoelho meu Deus, que felicidade ter encontrado aquele médico… como eu desejei ouvir aquelas palavras: “Você não precisa de cirurgia.”. Chorei na hora, vontade de agarrar médico, de gritar…

Clique para ver o depoimento completo de Eliete Santos

Entenda o que é condromalácia patelar

Uma lesão na cartilagem da patela, e que (literalmente) significa “cartilagem amolecida”. O amolecimento (e posterior degeneração da cartilagem) está relacionado com o uso excessivo, trauma direto ou indireto e alteração biomecânica da articulação patelo femoral. Muitas das vezes, a origem é idiopática (sem causa conhecida). A condromalácia representa uma causa comum de dor anterior no joelho. É mais frequente em mulheres — alguns estudos citam que de cada 10 mulheres com dor anterior no joelho que realizam ressonância, pelo menos 7 apresentam algum grau de condromalacia da patela. Menos da metade manifestam dor ou algum sintoma. Clique aqui para saber mais sobre a condromalácia