Dia de sol, ciclovias cheias, você resolve dar um rolê de bike e, depois… Joelhos doendo? Saiba o que pode estar errado e que tipo de lesão pode acabar acontecendo

Pegar a magrela e sair por aí pode parecer perfeito para os dias de folga, não é mesmo? Mas não deixe o que pode parecer uma atividade física trivial e prazerosa, como andar de bicicleta, estragar o seu dia (e os seus joelhos!). Antes de sair para pedalar, ajuste bem a sua bike. A altura do selim tem mais importância do que normalmente se pensa… Se você não tiver o selim na altura apropriada, não apenas sentirá o incômodo como também poderá estar se arriscando a uma lesão.

Se você sentir dores na parte da frente do joelho é provável que a altura que está o selim seja insuficiente. Quando o selim está baixo, por exemplo, há uma flexão excessiva dos joelhos, gerando muita pressão na rótula.

Não se engane. Fique atento!
Apesar de o ciclismo ser uma das modalidades esportivas que menos lesões provocam, sim, podem acontecer lesões com os seus joelhos. “Elas podem surgir devido às quedas e gerar uma fratura, por exemplo. Mas também, podem acabar em uma condromalácia patelar e tendinites (tendinite patelar e a síndrome da banda iliotibial), que às vezes são provocadas pelo esforço repetitivo”, lembra o Dr. Carlos Frutos, do Genua.

Saiba ao que estar atento na bike
Existe um truque simples para saber a altura correta do assento: fique em pé do lado da bike e veja se o assento está na altura do seu quadril. Outra boa dica: mantenha o joelho em uma altura inferior às mãos durante as pedaladas.

  1. Se você nunca se preocupou com a altura do selim da sua bicicleta, provavelmente ele está baixo demais. O selim deve estar ajustado de forma que sua perna fique quase totalmente reta e apenas um pouco dobrada. Se você precisar baixar o quadril para deixar o joelho totalmente esticado ou perder o contato com o pedal, é preciso baixar o selim.
  2.  Se você conseguir apoiar os dois pés no chão quando sentado na bicicleta, significa que você está pedalando com os joelhos muito dobrados, forçando a articulação de forma prejudicial e sem conseguir muita eficiência.
  3.  Não pedale de pernas abertas, para não forçar a articulação dos joelhos. Se você estiver pedalando assim, seu selim deve estar baixo demais e você está apoiando os pés de forma errada. Joelhos e pés devem estar alinhados à bicicleta.

Sempre em movimento, Eliete Santos, uma corredora, reverteu uma indicação de cirurgia do joelho com uma segunda consulta. E, feliz, contou o que aconteceu nas redes sociais

Eliete Santos, uma bancária de 43 anos, estava fazendo o que gosta: correr. Empolgada, completou três meias-maratonas num curto período de tempo. Depois da terceira, a Meia do Rio, ela começou a sentir dores no joelho. Aí, veio a paulada (pelo menos foi o que ela sentiu): depois de uma ressonância, um diagnóstico de condromalácia que a deixaria fora do asfalto. Talvez, para sempre. Ela recebeu a bomba (ou melhor, a indicação de cirurgia), nenhuma orientação sobre o que estava acontecendo e (muito menos) alguma previsão de que depois da operação ficaria bem.

O mundo caiu. As dúvidas pós-consulta: “O que eu tenho? Não vou poder correr mais? Milhões de perguntas e sentimentos na cabeça de uma corredora, sem respostas”, conta Eliete. Ela teria de fazer artroscopia e ficaria parada. E isso não garantiria a volta às corridas. “Sai do consultório arrasada, assustada e pilhada. Estava sem dormir, só chorava e pensava que não poderia mais correr”, diz a corredora. Um amigo sugeriu uma consulta no Genua. Daí por diante, tudo mudou.

“Passei em consulta com o Dr. Carlos Frutos. As dúvidas foram sumindo com as explicações dele de que a condromalácia é comum entre as mulheres, de que o tratamento poderia ser feito com fortalecimento e medicação, diminuição de treinos e provas. E que, depois disso, poderia correr até uma maratona!”, recorda. “Hoje, a condromalácia (um diagnóstico fatídico num primeiro momento) não me preocupa mais. Sinto pouca dor depois de correr e sei que o fortalecimento está em primeiro lugar”, completa Eliete. Algumas das palavras dela no Instagram:
#genuainstitutodojoelho meu Deus, que felicidade ter encontrado aquele médico… como eu desejei ouvir aquelas palavras: “Você não precisa de cirurgia.”. Chorei na hora, vontade de agarrar médico, de gritar…

Clique para ver o depoimento completo de Eliete Santos

Entenda o que é condromalácia patelar

Uma lesão na cartilagem da patela, e que (literalmente) significa “cartilagem amolecida”. O amolecimento (e posterior degeneração da cartilagem) está relacionado com o uso excessivo, trauma direto ou indireto e alteração biomecânica da articulação patelo femoral. Muitas das vezes, a origem é idiopática (sem causa conhecida). A condromalácia representa uma causa comum de dor anterior no joelho. É mais frequente em mulheres — alguns estudos citam que de cada 10 mulheres com dor anterior no joelho que realizam ressonância, pelo menos 7 apresentam algum grau de condromalacia da patela. Menos da metade manifestam dor ou algum sintoma. Clique aqui para saber mais sobre a condromalácia