A osteoartrose é um processo degenerativo crônico que atinge os joelhos, causando dor, incapacidade funcional, limitação dos movimentos e diminuição da qualidade de vida. Estima-se que cerca de 10% da população mundial acima dos 50 anos seja afetada.

Fatores de Risco

Observa-se que em determinados grupos e sob determinadas condições, há uma maior chance de desenvolver esse processo degenerativo. Entre eles temos:

Idade: estudos indicam que a prevalência de osteoartrose pode chegar até 10% em indivíduos acima dos 50 anos, e até 37% acima dos 60 anos.

Gênero: mulheres tem 45% mais chances de desenvolver a osteoartrose do que homens.

Obesidade: o excesso de peso pode acelerar o processo degenerativo na articulação.

Histórico familiar: a genética também contribui para o desenvolvimento da lesão.

Trauma: lesões ligamentares, meniscais, fraturas e luxações podem antecipar o processo degenerativo da articulação.

Trabalho: atividades que exigem maior tempo em pé, ajoelhado ou carregando muito peso têm maior chance de desenvolver a osteoartrose de joelho.

Esporte: as altas cargas de treinamento e competição colocam as articulações sob estresse intenso, afetando sua capacidade de reparo natural.

Sedentarismo: desequilíbrios musculares, como fraqueza ou encurtamento, são decorrentes da falta de atividade física e podem contribuir com o desenvolvimento da osteoartrose.

Sintomas

Os principais sintomas incluem dor difusa, diminuição da função e da amplitude de movimentos (dificuldade para esticar e dobrar o joelho), rigidez, crepitação, claudicação e edema (derrame) no local.

Diagnóstico

O diagnóstico de osteoartrose é feito através do histórico do paciente, de exames clínicos e de imagem. É importante descartar outras causas para dores nos joelhos antes de iniciar o tratamento.

Tratamento

Existem duas formas de tratamento para o Osteoartrose de joelho: a conservadora e a cirúrgica. Grande parte dos pacientes consegue um bom controle da doença com o tratamento conservador, mas em casos mais avançados, a cirurgia pode se tornar uma boa opção.

Em ambos os casos, nossa equipe busca diminuir ao máximo a dor e devolver as funções do joelho. Para isso, é necessário reeducar o paciente no dia a dia, modificando seu estilo de vida, dando preferência a atividades de baixo impacto (como modalidades aquáticas e ciclismo) e, também, orientando sobre a perda de peso.

Outro ponto fundamental durante o tratamento, seja ele conservador ou cirúrgico, é a fisioterapia. Através dela, será trabalhado o fortalecimento muscular, a melhora da função e a diminuição da dor.

O uso de medicamentos também pode ser utilizado nos dois tipos de tratamento. Um exemplo são os anti-inflamatórios não esteroidais, que ajudam quando o paciente sente muita dor ou quando há inflamação no joelho (edema). Outra possibilidade é a infiltração com corticosteroides, que aliviam a dor, mas devem ser usados por um curto espaço de tempo.

Órteses e joelheiras também podem ser grandes aliadas nesse processo.

Por fim, dentro das opções não-cirúrgicas, existe também a viscossuplementação, uma terapia com ácido hialurônico injetável, que possui propriedades viscoelásticas, analgésicas, anti-inflamatórias e condroprotetoras, e que ajudam na melhora das funções do joelho.

Mas, quando nenhum desses tratamentos surte efeito, ou quando a osteoartrose está em estágio muito avançado, será  necessário recorrer ao tratamento cirurgico. Atualmente os melhores resultados para tratamento da dor e incapacidade funcional decorrem da artroplastia total de joelho, conhecida também como prótese de joelho.

Aqui no Instituto Genua, você conta com médicos e fisioterapeutas especialistas em joelho, prontos para avaliar e cuidar de cada paciente do início ao fim do tratamento, seja ele conservador ou cirúrgico. Se você sente algum dos sintomas descritos aqui ou já possui um histórico médico de problemas na região do joelho, entre em contato conosco agora mesmo!